Capítulo 4
Eliza Fitzy narrando:
Depois que colocamos tudo nas caixas, algumas pessoas que contratamos nos ajudaram a levá-las para o caminhão de mudança. Eram muitas caixas, todas com objetos pessoais meus, tinham caixas com livros e objetos de trabalho.
Me despedi dos meus irmãos e com meu carro segui o caminhão da mudança até o meu mais novo apartamento. Depois de algumas horas finalmente tudo já estava espalhado pela minha sala, não irei mexer em nada hoje, minhas cunhadas viram me ajudar amanhã a arrumar tudo. Mas para evitar todas aquelas caixas pelo meio do caminho, começo a carregar algumas e colocá-las todas juntas, assim elas não ficariam espalhadas e nem atrapalhando meu caminho.
Prendo meu cabelo em um coque frouxo, eu já estava cansada de levantar aquelas caixas, algumas eram bem pesadas.
Ouço a campainha e vou atender.
Era uma menina, a mesma parecia ter cinco anos, era negra e tinha seus cabelos trançados, ela era muito bonita.
Oi! — falo sorrindo para ela.
— Oi, trouxe esse bolo de boas-vindas para você. — diz ela me entregando uma caixa, a parte de cima era transparente, então dava para ver o delicioso bolo de chocolate.
— Obrigada. — falo e vejo quando uma moça ruiva sai do apartamento da frente.
— Malu, eu falei para você me esperar. — diz ela para a menina que sorri sapeca. — Seja bem-vinda.
— Obrigada. — falo. — sua filha é muito bonita e simpática.
— Obrigada, mas ela não é minha filha. — diz. — sou a babá dela.
— Oh, desculpe. — falo.
— Sem problemas, cuido da Malu como se fosse realmente minha filha. — diz abraçando a criança que sorri.
— Muito obrigada pelo bolo, vocês não querem entrar e comerem comigo? — pergunto. — agora não reparem na bagunça, acabei de trazer minha mudança.
— Se não for incomodar. — diz a moça. — sou Sophia.
— Prazer em conhecê-la, Sophia, sou Eliza. — sorriu. — Prazer em conhecê-la também, Malu, você é muito linda.
— Obrigada tia, você também é muito bonita. — diz ela.
— Obrigada. — sorriu.
Logo elas entraram e comemos aquele bolo todinho, Sophia era um pouco tímida e conversava pouco, porém Malu conversava muito, a pequena menininha tagarelava por horas.
Elas foram uma ótima companhia, confesso que gostei muito da Malu, a mesma falava super bem e parece ser uma garota muito inteligente. Quando elas foram embora eu resolvi que já iria sair também, hoje eu iria jantar na casa da Joana e dormir por lá, amanhã iremos passar pela casa da Victoria e pegar ela e a Luna para virmos todas para meu apartamento.
Deixo o prédio e sigo rumo a casa do meu irmão, chegando lá sou atendida pelo mesmo que estava apenas de calça moletom e com Maya no seu braço direito, no seu ombro esquerdo tinha uma fralda de pano.
— Bom noite, pai de família. — falo entrando. — cadê o neném da tia Liza?
Maya sorri e se joga para mim, sorriu pegando ela no braço, cheiro seu pescocinho e isso faz ela soltar uma gargalhada gostosa.
— Joana está arrumando a mesa, fica com ela para que eu possa subir e tomar um banho. — diz ele. — Maya acabou golfando em mim, estou cheirando a leite azedo.
Faço careta e mando ele ir logo.
— Boa noite, cunhadinha. — falo entrando na sala com Maya soltando um gritinho alegre.
— Boa noite, Eliza. — diz ela sorrindo. — Maya te adora.
— Eu sou a tia preferida de todos os meus sobrinhos. — falo sorrindo. — não é, meu amor?
Encho o rosto da Maya de beijinhos e ela fecha seus olhos enquanto coloca suas duas mãozinhas sobre meu rosto e solta gargalhadas.
— Nem parece que ela estava chorando antes de você chegar. — diz Joana.
— Por que ela estava chorando? — pergunto.
— Dengo. — falo. — às vezes a gente acaba mimando ela demais e a mesma acaba ficando bem manhosa.
— Você não pode fazer isso, é muito feio. — falo para ela que me olha séria e faz um barulhinho com a boca como se estivesse falando. — isso mesmo, você não pode ficar fazendo birra.
— Acho interessante que todos eles, todos os seus sobrinhos te ouvem. — diz Joana. — você faz eles rirem e eles são loucos por você, tenho certeza que um dia você será uma ótima mãe.
— Lá vem você de novo com essa história de filhos. — falo me sentando na cadeira com Maya ainda no meu colo, a mesma vê os talheres sobre a mesa e fica tentando pegá-los. — não pode bebê, você irá se machucar.
— Certo, não falarei mais sobre isso. — diz ela levantando as mãos em rendição. — mas estou louca para isso acontecer, porque eu sei que vai.
— Vai sonhando Joana, sonhar não custa nada. — falo.
— Prontinho, estou limpo, cheiro e gostoso. — diz Cristian aparecendo.
— Seboso, você quis dizer. — falo para provocá-lo.
— Chata. — diz ele. — me dá minha filha.
O mesmo pega Maya que vai de bom grado pros braços do pai.
— Você é a menininha do papai. — diz ele sentando na cadeira de frente para mim com ela em seu colo de frente para ele. — nunca vai abandonar o papai.
— Só quero ver quando ela tiver idade para namorar, e começar a falar e trazer garotos aqui. — falo, mas parece que eu estava esfaqueando meu irmão.
Cristian me olhou com os olhos arregalados e em seguida para sua filha que sorri colocando suas mãozinhas em cada lado das bochechas de seu pai, Maya se aproxima do mesmo e começa a passar sua boca por todo o rosto de seu pai, deixando ele todo babado.
— Você nunca irá namorar, não é? — pergunta ele para Maya que solta um gritinho. — você não vai abandonar o papai.
— Você despertou o pai ciumento que abita no meu marido. — diz Joana se sentando ao lado dele e pegando Maya de seu colo. — relaxa amor, Maya só tem um ano, vai demorar bastante para ela arrumar um namorado.
— Não me ajuda em nada. — diz ele. — um dia, esse dia irá chegar.
— Mas vai demorar, então sossega. — diz ela.
— Só quero ver isso. — falo sorrindo. — Marius será o primeiro a ficar louco, afinal, Helena já está ficando adolescente, e vocês sabem como é os adolescentes.
— Ainda bem que Maya vai demorar ainda, tenho tempo para me preparar. — diz meu irmão respirando fundo enquanto passa a mão sobre o peito.
Tomara que Maya seja a versão feminina do meu irmão no sentido pegação, Cristian irá pagar por todos os seus pecados.